Eminente, por m esquecido, o gram tico, professor e m dico Ernesto Carneiro Ribeiro, negro e baiano, acabou ganhando mais notoriedade numa contenda gramatical acerca da reda o do C digo Penal brasileiro com seu ex-aluno, Rui Brabosa, do que por sua vasta e preciosa obra filol gico-gramatical. Procuramos aqui desvelar um pouco do pensamento inerente na obra gramatical do mestre baiano: embora conservador, nunca desatento aos ent o novos preceitos lingu sticos do positivismo. Ao fazermos an lise epistemol gica de uma obra gramatical de fins do S culo XIX, tamb m trazemos um pouco de seu percurso hist rico, e obviamente de seu autor. No fim das contas, o que se procura, de certo modo, fazer jus mem ria de Ernesto Carneiro Ribeiro, t o importante para a constru o da intelig ncia brasileira, sobretudo nos que tange a seus estudos lingu sticos.