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13 kirjaa tekijältä Manoel Escaleira

A Barragem

A Barragem

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
nidottu
DESCRI OO narrador, num momento de maior ang stia, assolado pelos problemas da vida, pega numa folha branca, mete-a na m quina e sente a irresist vel necessidade de a ir enchendo de uma hist ria ainda por nascer. Lembra-se da sua inf ncia, da paisagem da serra, do rio da sua terra e de como, inesperadamente, um dia, por meados da d cada de cinquenta, apareceram por l uns homens que semearam a ideia da barragem, que submergiria todas as terras e a pr pria casa onde vivia uma fam lia, a dele. A partir desse dia nunca mais a vida voltou a ser a mesma. A alma das gentes dessa terra, at ent o completamente esquecida, ir-se- impregnando da ideia da barragem, uns a desejarem-na, outros a temerem-na. Com esta mat ria a desenvolver numa hist ria densa de significados, transforma-se o narrador em Nicodemos Campos, um professor de cinquenta e seis anos que vive no Porto, casado com Am lia e tem uma filha de nome Mar lia. Decide Nicodemos Campos, nas f rias, viajar, sozinho, passados vinte anos, para a terra onde nasceu e onde, numa pousada beira do grande lago da barragem, inventar e escrever a hist ria da fam lia que lhe deu a exist ncia. Na pousada encontra um velho atarracado, o Abr o, com quem vai conversando ou imaginando que, a fim de reconstituir todos os pormenores da vida daquelas gentes. Um cord o umbilical liga-o m quina de escrever, interceta-se, por m, com mat rias das mais diversas.Sentado m quina de escrever, vai mergulhando nas guas do grande lago e, mais acima, mais abaixo, vai revivendo tudo. Passa pela morte do Nando, um irm o de promessas, pelo seu pr prio nascimento quando o Vale ocupado por primeira vez pelo Jo o Serrador com a mulher e os filhos, assiste aos trabalhos do Jo o Serrador, primeiro com um burro, depois com umas touras, depois com um trator, e assiste, sobretudo morte da m e, da Ana do Serrador, quando se encontrava sozinha em casa, envolta em denso mist rio. Revive momentos dif ceis da partida do Quim, o irm o mais velho, para terras do Canad , desiludido com o decorrer das coisas por c , e a barragem de grilo, depois a despedida do Nando, a partida da Filomena, a irm que vai atr s do irm o para o Canad , e revive aqueles dias em que, ap s a morte da m e, tem de se ir embora e deixar o pai sozinho no Vale, amparado pelo Domingos e pela Cristina, o casal de vizinhos mais pr ximo. Revive o enterro do Nando, num dia de tempestade inclemente, que impede toda a gente de estar presente no funeral. Oprimido por toda a ang stia resultante desta mem ria, decide ir com o Abr o ao dique e, l , encontra um busto do Jo o Serrador e parece-lhe ouvir as palavras L'Atl ntida era ac ... e, quando acorda do sonho dessa contempla o, n o v o Abr o, grita por ele, atravessa o dique a correr, debru a-se para o abismo, o Abr o despenhou-se nesse abismo, n o resistiu a um ataque de desespero.De novo no quarto da pousada, s , completamente s , atende o telefone que toca exasperado, e ouve a voz aflita de Am lia, Mar lia, atropelada. Mete-se no carro, acelera a todo o g s e medida que se afasta do grande lago e da barragem, a gua vai-se sumindo, tudo regressa a antes de ela ter sido, e Nicodemos Campos reduzido ao sil ncio, t o s um ser de imagina o, para de novo a voz do narrador inicial e as palavras com que se iniciou a narra o. E conclui que daqui para a frente ou ser tudo mais ou menos como foi at aqui.
Machina Mundi: romance em itálico

Machina Mundi: romance em itálico

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
nidottu
Descri oManuel Cafuas, funcion rio p blico pouco dotado, com baixa autoestima, sente um desejo inexplic vel de ser escritor. Um dos sonhos que teve prende-lhe a aten o: ia ele numa viagem de camioneta quando um tipo desatou aos tiros dentro da camioneta, a camioneta despenha-se por uma ribanceira e Cafuas v -se, logo ap s, com uma pistola na m o, a arma do crime. Esse sonho o resultado de um enorme sentimento de culpa que n o sabe bem de qu . Recorda como foi chamado para o servi o militar em tempos da guerra colonial, como conheceu, na terra onde lhe tocou prestar servi o, Eul lia, como se apaixonaram ardentemente, passaram a ter encontros secretos e como Eul lia, apareceu inesperadamente gr vida. J a gravidez ia adiantada quando recebeu ordens de mobiliza o para a Guin . A despedida foi dolorosa, fez uma viagem amarga em dire o a esse cen rio de guerra. Lembra-se da ltima carta que escreveu a Eul lia e qual j n o teve resposta. Soube, atrav s dos servi os de informa o do ex rcito que Eul lia tinha morrido ao dar luz. Os av s da crian a n o lhe prestaram qualquer informa o nem lhe deram qualquer not cia do filho. Acabrunhado por estes acontecimentos, andava como que perdido. Foi ent o que, na passagem de ano, na festa organizada pelo aquartelamento, estava ele completamente ensimesmado a deixar ir a mente por todos estes eventos desagrad veis, se abeirou dele uma jovem de nome Benedita, filha duns comerciantes portugueses da metr pole, que lhe foi, pouco a pouco, desviando o pensamento daquilo que o magoava e entristecia e o fez regressar vida. Namoraram, confidenciaram cada qual a sua vida, por m, nunca o Manuel Cafuas foi capaz de lhe revelar a exist ncia daquele filho. Casaram-se em Portugal, exig ncia de Benedita. Quando nasceu o Augusto, o mais novo, j o relacionamento do Cafuas com a Bendita se foi deteriorando at n o haver mais nada entre eles. Conheceu ent o, num passeio organizado pelos servi os, Maria Viterba que, em breve tempo, se tornou sua amante. Mas a sua imagina o estava ferida e, ao escrever o que foi a sua vida e a da fam lia, sente que uma qualquer for a o leva a dar aos filhos uma vida em progressiva degenera o. Excetua-se a Rosa, a filha mais velha, casada e com duas crian as que o tratam por Bunelo. Supersticioso como o diabo, agarra-se ele a um amuleto que o Bentes, uma esp cie de feiticeiro l da terra, lhe vende. E come am ent o as coisas a correr mal e cada vez pior. Primeiro a Virg nia que desaparece e raras vezes d sinal, quase ao mesmo tempo a Goreti atacada por uma agorafobia, depois o Gilberto que, de repente, se quer casar e sair dali para fora, finalmente o Augusto que, do p para a m o, desiste do curso de direito e vai viver coma namorada. Entretanto j a Goreti fora internada, durante o tempo em que o Cafuas tinha ido, convocado pelo hospital, a dar destino ao corpo da Virg nia. A a o precipita-se. Primeiro aparece-lhe em casa o homem da pistola, que se identifica. E, a prop sito de a Goreti se encontrar internada num hospital psiqui trico, o Cafuas aproveita e vai tendo umas conversas com o m dico que a assiste, lhe explica o problema da filha e vai tentando explicar-lhe tamb m o dele, Manuel Cafuas. Talvez o amuleto resolva o problema da Goreti, pensa ele, e ela feche os olhos de vez. Entala ent o o amuleto debaixo do candeeiro da mesa de noite e sai do hospital em dire o a casa. Batem-lhe porta dois pol cias para procederem a uma buscazinha. Os pol cias descobrem que a casa tem um s t o e pedem-lhe um escadote com que possam aceder a ele. Com um detetor de metais, descobrem a arma da crime. Deixa ent o os pol cias no s t o, mete-se no carro, passa pela loja da Benedita e fogem os dois para a Guin , de regresso ao in cio de tudo. E decidem recome ar a hist ria. Pede ent o Manuel Cafuas aos leitores que sejam eles a cont -la, e que lhe preservem a Rosa, a f
O Livro Necessário: Contos

O Livro Necessário: Contos

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
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Nasci num lugar remoto da freguesia de Be a, no concelho de Boticas. Por l cresci, frequentei a escola prim ria e assisti vida, pobre e laboriosa, daquelas gentes. E sempre tive na ideia escrever alguma coisa em que evocasse e, de algum modo, celebrasse aquelas pessoas que me habituei a ver, nalguns casos a admirar, noutros a compadecer. Tornou-se para mim uma obriga o, algo que me impus e, quando iniciei a escrita destes contos, o t tulo que me pareceu adequado foi precisamente este sob o qual o apresento. mesmo o livro necess rio, da minha mem ria e do meu modo de sentir as paisagens e as gentes que me viram nascer e crescer. Crescer at ao onze anos, idade com que abandonei os meus pais, os meus irm os, os meus amigos de inf ncia... Abandonei tudo e dei entrada no semin rio de Cristo Rei, em Vila Nova de Gaia, dos padres redentoristas. Despedi-me da minha fam lia para s regressar ap s um ano, nas f rias do ver o. Mais tarde seis anos, nova despedida, muito mais dolorosa, quando fui estudar para Espanha, o que perfaria oito anos sem uma nica visita a casa. Recordo perfeitamente essa despedida e como os olhos se me viravam para tr s por me parecer que poderia ser a ltima vez que via o rosto da minha m e, do meu pai, do meu irm o, das minhas duas irm s... Depois, as coisas mudaram, veio o Vaticano II, trouxe uma antes desconhecida abertura, e isso fez com que, volvidos tr s anos, estivesse de regresso para umas f rias no ver o, e isso repetir-se-ia nos anos seguintes. Ao longo da minha de professor, que nisso me tornei depois de cumprido o servi o militar, fui doseando o trabalho profissional com a atividade da escrita, poesia, teatro, contos, romance, mem ria. O Livro Necess rio da d cada de noventa do s culo passado. Nele revivi figuras impressionantes. Impressionantes pela mis ria, por alguma aventura, por serem quase lendas... e surgiram as vinte e duas narrativas que agora torno p blicas, e com muito gosto o fa o.
Pequeno Formato: histórias infantojuvenis

Pequeno Formato: histórias infantojuvenis

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
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Pequeno Formato um livrinho que quis ir escrevendo. Como as Hist rias da Cova da M o, aquelas que Yasunary Kawabata, Pr mio Nobel Japon s, escreveu e viu galardoadas. S li tr s dessas hist rias, publicadas num Suplemento Liter rio de um Vespertino Lisboeta, o Di rio de Lisboa, creio, e traduzidas do Franc s. Mas achei-as uma del cia. Tanto que, entre as coisas que desejei fazer na vida, uma delas tem sido essa: escrever hist rias de algum modo condensadas, a arte de dizer em pouco tempo e por poucas palavras, que o resto est nas entrelinhas. N o sei se o consegui. E ent o, Pequeno Formato, hist rias que caibam quase numa p gina A-4, ainda que em letra apertada, que se leiam depressa, que deixem uma agrad vel sensa o na alma. E come a-se sempre de alguma maneira e por algum motivo. Porque comecei a escrev -las? Encontra-se a raz o em nota de rodap da hist ria das duas RVORES. Outras hist rias, um pouco mais longas, mas destinadas ao mesmo p blico leitor, tinham j sido escritas ou surgiram um pouco mais tarde. Decidi, agora, reuni-las neste volume.
Aventuras Do Menino DOS Caracóis: uma história quase real

Aventuras Do Menino DOS Caracóis: uma história quase real

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
nidottu
Predestinado, ainda na barriga da m eNascido no solst cio de ver oA escolha aprimorada do nomeNo jardim-escolaA grande viagem do UlissinhoA explora o do quintal rio: a urze giganteA giraestrelaA enorm ssimo mata espessa de buganv liasUm bicho voador a que chamou heliv oNo reino das rvores arranha-c usO reino maravilhoso das trepadeiras e a formiga conventualNo mundo m gico dos fetos e o aranhi o desconforme beira dos lagos sobrenaturais e o mosquito Beltr oO magn fico bosque dos hibiscosA aboboreira giganteA comprida e esverdengada lagarta procura do fim da aboboreiraO Nada e o SerA senhora lagarta e a explica o das estranhas formas de vidaO ouri o cacheiro, bicho s bio e fluente pensadorO muro do fim do mundo e as dificuldades do regressoO assombroso Reino das AvencasO bicho bruto e sujo, grandalh o e guloso, o salamandr oA cam lia prodigiosamente floridaA exibi o do p ssaro coloridoO gato portentoso, enorm ssimo, bufadorOs rododendros magros, famintos e o gafanhoto mirradoA rvore de natal quase mortaA apari o do menino-anjo coloridoA linda menina-borboletaA ajuda dos carac is no regresso a casaA chegada a casaAp ndice: o Gigante que fabricava o escuro
Adagietto: Para Vozes E Percussão

Adagietto: Para Vozes E Percussão

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
nidottu
Renata e Eug nio foram alunos de Irene e de Leonardo. Renata tem um ficheiro no computador, o eug nio. Recebe uma mensagem enigm tica sobre um erro fatal em Eug nio. Ela n o sabe de que Eug nio se trata, se de Eug nio, o rapaz por quem sente uma irresist vel atra o, ou se de eug nio, o ficheiro em que ela guarda a sua vida secretamente. Eug nio namora com Eduarda e parece feliz com ela. Irene, depois de uma vida de casada, divorcia-se e tenta encontrar com quem refazer a vida. Vai confidenciando tudo com Leonardo, um colega bastante mais velho na Escola do Arco Velho onde ambos lecionam. Os pais de Renata sa ram de f rias com destino desconhecido. Por isso ela entret m o tempo a girar o globo a ver se descobre por onde andar o. Faz uma aprecia o de todas as regi es do mundo, para especialmente onde a guerra impera, a B snia, o Kosovo, Timor, Angola... e sente-se a viver num mundo onde a paz exce o. Irene declara o seu amor a Leonardo que, apesar das limita es a que est sujeito, lhe corresponde inteiramente. Escolhem, da 5a sinfonia de Mahler, o Adagietto como o hino ao amor. Da em diante, os dias de Irene e Leonardo s o dias de amor intenso, total. Entretanto, Eug nio aparece inconsciente no carro, conduzem-no ao hospital e -lhe diagnosticado um coma de causa desconhecida. Permanece no hospital longos dias e acaba por despertar e recuperar a normalidade. Revela no entanto uma total amn sia em rela o a Eduarda e deixa-se encantar por Renata. Eduarda morta pelo Cd-rom, um rapag o musculado, violento, imprevis vel, que, depois de a agredir verbal e fisicamente, lhe passa com o jipe por cima. Antes de ser morta, por m, ela desvenda a Renata o que verdadeiramente sucedeu ao Eug nio, v tima duma cilada do Cd-rom e dela pr pria, Eduarda. Quando desvenda estas coisas a Renata, Eduarda queixa-se do Cd-rom, de quem n o se consegue libertar. Na Escola do Arco Velho as coisas complicam-se. Leontina adquiriu uma cota e com a cota apoderou-se praticamente do poder na Escola. O dr. Portugal procura fazer-lhe frente. Leontina interfere em tudo e entra em conflito aberto com Leonardo. Leontina vingativa. Num dia em que Renata e Eug nio decidem celebrar com os amigos professores Irene e Leonardo, a decis o que tomaram, de se casarem, n o j , mas logo que terminem o curso, almo am os quatro beira do rio. Ap s o almo o, avistam o barqueiro, j conhecido, que convida Irene e Leonardo a atravessarem o rio para, na outra margem, apreciarem o espl ndido sossego da id lica paisagem. Irene e Leonardo aceitam a sugest o e, depois de pedirem desculpa aos amigos, partem os dois de barco para a outra margem. O tempo arrefece, passa da hora em que Irene e Leonardo deveriam estar de regresso, Renata e Eug nio esperam, esperam, pensam mesmo ir indo para casa num t xi quando, ao longe avistam um barco, percebem que o mesmo em que Irene e Leonardo partiram, deixam que se aproxime um pouco mais e descobrem, para grande espanto deles, que s Leonardo vem no barco. Deixam que mais se aproxime e descobrem que Leonardo vem ensanguentado, visivelmente ferido. Leonardo escreve sobre a morte de Irene. Irene foi morta com ele sem sentidos. Um bando armado com toda a esp cie de armas agressivas apareceu repentinamente, uma bastonada atingiu Leonardo na cabe a e deixou-o prostrado, inconsciente. Quando recupera os sentidos, abra ado a Irene, constata, dolorosamente, que Irene est morta. Leonardo retira-se para lugar incerto e escreve Irene, escreve exaustivamente. Renata e Eug nio re nem os amigos, antigos alunos de Irene e de Leonardo, e celebram, quase liturgicamente, o amor que entre eles havia.
Anamnese: Narrativas improváveis

Anamnese: Narrativas improváveis

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
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Narrativas improv veis. Das mais antigas que escrevi. Personagens sa das um pouco duma imagina o que pretendia ser diferente. Reuni-as sob o t tulo de Anamnese, tentativa de trazer ao presente um passado mais ou menos marcante. Ou, platonicamente, como se fosse poss vel trazer ao presente, acontecimentos passados, j que, sendo a alma imortal, pode superar as meras carater sticas do corpo de que prisioneira.O Elogio de Joitomena, A Cana 1, 2, 3, Tr ptico: O Amor Foi No Rio, A Eterna Vertigem, A Mulher Cujo Filho Morreu H Dias, Biblioteca, 1, 2, 3 e Anamnese Mito e Rito.Todas estas narrativas s o in ditas, exce o de A Eterna Vertigem, publicada pelo Di rio Popular em 28-05-1970 e que e a minha filha Cl udia investigou e de que conseguiu uma c pia que me ofereceu, emoldurada, num encontro familiar mais ou menos festivo.
Re-Cantos de Viv'alma

Re-Cantos de Viv'alma

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
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Re-cantos de viv'alma uma obra eminentemente po tica. O poeta evoca n dia, a mulher que amou na noite de arraial da sua cidade em festa. Falara-lhe ela de Mozart. Com vis vel entusiasmo. Com verdadeira emo o. Eram tempos de guerra, a cidade de n dia lutava contra a cidade do poeta. Depois dessa festa, e em que, milagrosamente, puderam conviver e amar-se, despedem-se para regressarem guerra. Mais tarde, o poeta recebe uma confid ncia de n dia. Conta-lhe ela como, como enfermeira ao servi o da sua cidade, amou intensamente, na cama do hospital, um ferido de guerra, e como ele, no cl max desse momento de amor, exalou a vida e continuou ela a sentir o latejar do corpo dele dentro do dela. E diz n dia ao poeta, a quem trata por meu amor, que est espera de um filho, resultado desse instante nico de amor. Despede-se do poeta e diz-lhe que vai embora, criar aquele filho longe das cidades em guerra.Apanha ent o um avi o. E, quando a nave j est a perder-se de vista, um s bito clar o, ...acendia-se no c u uma flor imensa, a mais deslumbrante e comovente paisagem colorida. Uma explos o e n dia ejetada para paragens infinitamente distantes? Ou a luz espl ndida do nascimento do filho de n dia? Ou a paz definitivamente atingida? Ou o encontro definitivo de n dia com Mozart, o primeiro amor de n dia? Porque o Mozart de quem falava n o era o Amadeus Mozart da m sica at s l grimas que o poeta conhecia. Nesta incerteza fica o poeta, enquanto rel as ltimas palavras de n dia em que ela lhe diz faz-me fazer parte das tuas mitologias, para definitivamente se silenciar, Oh, meu amor, meu amor da guerra, meu amor da guerra e da noite mansamente iluminada A evoca o destes tempos, dos di logos havidos, das misteriosas palavras de n dia, tudo vem superf cie, mem ria, e revivido intensamente pelo poeta em momentos intercalados na hist ria e na tentativa de compreender a enigm tica personalidade de n dia.
Poesia I

Poesia I

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
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POESIA I re ne poemas do autor desde 1968 a 1982. Cont m cinco livros ou conjuntos de poemas: incid ncias (44 poemas), poemas de um corpo vazio (34 poemas), fossiliza es (45 poemas), poemas de obl qua mente (52 poemas), fisiogramas - evoca o da Laura (11poemas). Este ltimo conjunto, evoca o da Laura, foi composto ap s a morte da Laura, aos vinte e sete anos de idade, v tima de cancro sseo. Era casada e tinha dois filhos g meos com quase dois aninhos. O acontecimento impressionou vivamente o poeta. Os poemas foram oferecidos irm da Laura, a Rosa Maria Martins que, a esse tempo era colega de profiss o do poeta no Col gio de Ermesinde. No poema que aqui se deixa, e em que o emissor po tico a pr pria Laura imaginada pelo poeta a diz -lo, canta-se o modo de enfrentar a morte e de recordar, j , a vida. na foz do tempo termino a iratermino a linha insurreta e duraenfrento a curva cerrada e rubranum rasgo puro de adolesc nciarepito a tira flexivelmentereleio a lenda de olhos meigosna sesta verde rebebo ou sorvo bria do ura de sonol nciapaisagem plena de seara ap s
Poesia II

Poesia II

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
nidottu
POESIA II re ne 5 conjuntos (livros) de poemas. poemas im-precisos, dentro do sil ncio, oca-cidade i-melodias, animus et anima, esparsos. Foram escritos entre 1983 e 1990. S o fruto de uma poca bastante conturbada, bastante depressiva. H , no entanto, alguns dos mais perfeitos que terei escrito. De alguns, pessoas amigas, depois de os lerem, disseram-mos de cor. Deixou-me isso bastante comovido, era um sinal evidente do agrado que tinham sentido quando os leram. A esses leitores primeiros devo muito do interesse que nutri pelo que ia escrevendo. Em esparsos reuni poemas que ofereci a pessoas especialmente amigas em datas igualmente especiais, assim como poemas que oferecia aos meus alunos do 9 ano quando se despediam do Col gio que tinham frequentado, n o poucas vezes desde a pr -prim ria. Alunas houve que me entregaram poemas que tinham escrito para que eu lhes desse a minha opini o. Normalmente, sentava-me ao computador e batia teclas at lhes ter transmitido o que pensava a respeito do que me tinham dado a ler. Na resposta, dava-lhes alguns poemas que eu pr prio tinha escrito. Entre os poemas que lhes entregava, havia um que dizia assim: o amor uma coisa inventada para se ser infelize correr cada dia como um p ssaro piana dire o errada. Dava-lhes assim a entender a complexidade do amor tal como eu o entendia naquele tempo.A poesia foi, para mim, uma ntima maneira de comunicar com pessoas por quem sentia muita amizade e muito respeito.
Poesia III: Décima Sinfonia

Poesia III: Décima Sinfonia

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
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A D cima Sinfonia tem hist ria. E j se escreveu bastante sobre o assunto. Desde Beethoven, n o poucos compositores tentaram compor a d cima sinfonia, alguns deles chegaram mesmo a ter receio de encarar a hip tese, pensavam que morreriam antes de a completarem. Diz-se que Mahler deu o t tulo de Can o da Terra quilo que seria mesmo a sua d cima sinfonia. Enfim, parece que, ao que me consta, s Shostakovich ultrapassou, sem nenhum percal o pelo meio, o n mero nove de sinfonias.Na minha humilde maneira de me ver neste mundo, decidi compor, eu, poeticamente, a minha D cima Sinfonia. Compu-la. E terminei-a. Considerei-a como uma esp cie de testamento. Nela verti o meu modo de estar no mundo, os meus valores, os meus desejos veementes de paz entre os povos, o meu horror por todo o tipo de guerras que tornam a vida de tantos e tantos seres humanos um aut ntico inferno. O ltimo andamento narra, poeticamente, uma viagem, de Cec lia e de Ad nis, em dire o ao fant stico recinto onde ser estreada a D cima Sinfonia. uma verdadeira casa da m sica, constru da sobre o mar, com um c u estrelado a servir-lhe de c pula. A orquestra entra, os m sicos ocupam os devidos lugares, surge ent o o maestro, um homem j bastante velho, cabelos brancos em algum desalinho, que vai dirigir a estreia da D cima Sinfonia. Ad nis, o autor, estar presente, acompanhado de Cec lia. Finda a interpreta o, os instrumentos v o-se retirando, at ficar, s , um obo que toca uma melodia de Joly Braga Santos. A melodia repetida uma e outra vez, o int rprete do obo coloca o instrumento sobre a estante da partitura e retira-se. Mas a melodia continua a ouvir-se. Escurece lentamente at de todo. Olhando para cima, v -se um c u estrelado imenso. E o fim. O fim inesperado, talvez o fim desejado. A partir da D cima Sinfonia n o haver mais palavras, nem mais m sica. Morrer ser assim, uma esp cie de som saudoso a apagar-se, de luz a apagar-se at ficar s o cintilar das estrelas no universo a evoluir, mas muito mais lentamente, para o seu pr prio fim.
Teatro: Duas obras

Teatro: Duas obras

Manoel Escaleira

Independently Published
2019
nidottu
Uma das atividades que mais e melhor se desenvolveram no Col gio de Ermesinde foi o Teatro, fruto do gosto e da carolice do sr. Pe. Avelino. Com um jeito not vel para transformar alunos de aproveitamento por vezes cr tico em atores espantosos, levou cena obras de teatro not veis, como o Auto da Barca do Inferno, Morte e Vida Severina de Jo o Cabral de Melo Neto com m sica de Chico Buarque, obras de Maria Clara Machado e outras. Foi por o teatro ter tal xito no Col gio de Ermesinde que, em 1981, aproveitei as f rias grandes para escrever Tarde, Noite e Alvorada - celebra o da Inf ncia, obra em que, um pouco autobiograficamente, punha em cena dois rapazitos e uma rapariga, tr s irm os que, com um rio como centro do espa o de brincadeiras, punham em polvorosa a velha moleira, a ti Laja, criava atmosferas po ticas, sonhos, pesadelos, enfim, um pouco da vida de crian as num espa o isolado do mundo. Entreguei o texto ao Pe. Avelino. Ele leu o texto, escrito conforme a pron ncia popular, pensou no assunto, escolheu a equipa que seria o elenco de atores, ensaiou e, no fim do ano letivo de 82, levou cena a pe a que eu tinha escrito. O Pe. Avelino adaptou algumas passagens e t o bem o fez que aquilo foi mesmo um sucesso.(...)E ficou toda a gente espera de que o autor de Tarde, Noite e Alvorada criasse mais teatro para o Col gio de Ermesinde. O Sr. Pe. Pinho, que era quem tinha fun es mais elevadas na hierarquia do Col gio, louvou a colabora o espl ndida de que resultara o interessante espet culo. Pois , mas o certo que, por isto ou por aquilo, n o houve mais teatro que eu tivesse escrito. Adaptei A Fada Oriana de Sophia de Mello Breyner Andresen que tamb m foi levado cena com um xito extraordin rio, assim como adaptei, mas no Externato Cam es, Hist ria duma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar, que foi levado cena com sucesso, por m, numa das piores pocas por que passou o Externato em termos de apoio ou falta dele. Escrevi, j bastante mais tarde, uma pe a de teatro em que cumpria a promessa de desenvolver o poema de Manuel Bandeira, Virgem Maria, de t o gratas recorda es para mim. Entreguei igualmente o texto ao Pe. Avelino, disse-me que leu o texto mas n o conseguiu encontrar na cabe a dele nada que lhe parecesse que pudesse bater certo em cena. E, realmente, A Vozinha da Virgem Maria est agora como estava quando acabei de a escrever. O teatro, no Col gio de Ermesinde, identificava-se com o sr. Pe. Avelino, n o se fez nada de teatro que n o fosse obra do Pe. Avelino. Mas a idade vai pesando e o excesso de trabalho tamb m. A encena o de Tarde, Noite e Alvorada foi um dos momentos mais altos da minha carreira de professor no Col gio de Ermesinde.
Memória

Memória

Manoel Escaleira

Independently Published
2019
nidottu
Neste livro, MEM RIA, pretendi resumir a minha vida. Nasci num lugar isolado, a tr s quil metro da aldeia mais pr xima, numa casa de ch o t rreo, menos a cozinha que tinha um soalho de madeira, muito irregular. Na cozinha ardia a lareira e o fumo fazia arder os olhos e ent o, mesmo quando nos r amos, t nhamos l grimas nos olhos. Em Be a frequentei a escola prim ria e desse tempo recordo a Da. Ant nia, professora que me ensinou na terceira e na quarta classe. Pretendi, ao record -la, prestar-lhe uma homenagem simples mas sentida.Aos onze anos entrei no semin rio de Cristo Rei, em Vila Nova de Gaia. Saiu-me, com isso, a sorte grande. Nos Redentoristas passei treze anos da minha vida. Foi l que a minha personalidade se formou. Dos seis anos passados em Vila Nova de Gaia guardo um sem n mero de recorda es. Procurei regist -las com alguma gra a, alguma ironia, mas com muito reconhecimento. De Gaia parti para Espanha para prosseguir os estudos. Fiz o noviciado em Nava-del-Rei, uma cidadezinha de tr s mil habitantes, completamente rural e de l parti para Valladolid, para o Colegio San Alfonso, onde queimei as pestanas durante cinco anos, tr s dedicados Filosofia e dois Teologia. No fim do segundo ano de Teologia decidi, de acordo com o que de mim pensavam os meus diretores, interromper o curso a fim de amadurecer a minha decis o. Passei por Santiago de Compostela onde frequentei um curso de M sica e, de l , parti para o semin rio de Cristo Rei onde iria ser professor. Dei aulas de Grego, de M sica, de Franc s e de Qu mica. Escusado ser dizer que de Qu mica n o sabia praticamente nada, tinha que estudar antes de dar cada aula. Em Abril desse ano decidi sair, abandonar a vida a que me tinha dedicado por tantos anos.De Abril a Outubro andei pela minha terra, espera de ir para a tropa. Fui inspe o a Vila Real e, dado como apto para todo o servi o, dei entrada em Mafra no dia 10 de outubro de 1967. De Mafra fui para Vendas Novas fazer a especialidade. Finda a especialidade, fui colocado em Espinho, no Gaca 3. Nunca, por m, l pus os p s. Fui requisitado pela Escola Pr tica de Artilharia de Vendas Novas como instrutor de A o Psicol gica. Foi assim que passei tr s anos completos em Vendas Novas. Como a passagem disponibilidade me aconteceria em Dezembro de 1970, aceitei, devidamente autorizado pelo comando da Escola Pr tica, um hor rio como professor no Col gio Salesiano em Vendas Novas. Findo o ano letivo de 1970/71 mudei-me para o Porto. Abriu-se-me a porta do Externato Portugal Masculino e a do Col gio de Ermesinde. Candidatei-me ao Curso de Hist ria da Faculdade de Letras da Universidade do Porto em maio de 1972 e em outubro de 1974 tinha feito praticamente todas as cadeiras do curso. E agora, daqui para a frente, a parar aqui e ali, no que de mais interesse me passou pela vida, pela vida profissional, que, da outra, ningu m tem que saber.