Kirjailija
José Leon Machado
Kirjat ja teokset yhdessä paikassa: 41 kirjaa, julkaisuja vuosilta 2012-2026, suosituimpien joukossa Ao Sol da Tarde. Vertaile teosten hintoja ja tarkista saatavuus suomalaisista kirjakaupoista.
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41 kirjaa
Kirjojen julkaisuhaarukka 2012-2026.
"Voltou a moda das gravatas s florinhas e dos fatos "Boss". Qualquer farroupilha esbanja pela imagem. Todos lutam pelo status cada vez mais, todos querem ser patr es, mandar.Eu n o desgosto das gravatas nem dos fatos. Acho-os est ticos. Por m, n o os uso, primeiro porque n o s o nada baratos, segundo porque ainda sou novo para andar de garganta entalada, terceiro porque n o preciso de me fazer imagem. Sou o que sou, n o o que pare o. na camada mais jovem dos homens - j nem falo das senhoras -, entre os vinte e cinco e os trinta e cinco anos, que o uso desta indument ria, inventada h dois ou tr s s culo em Paris, tem vindo a aumentar. As cal as de ganga j s o parolas, com cheiro a pobreza. As casacas e outras alfaias afins, do mesmo modo."
As Penas de caro uma colet nea de textos que, baseando-se em obras liter rias de autores contempor neos (Jos Saramago, M rio Cl udio, Jo o Aguiar, Jos Cardoso Pires, Verg lio Ferreira, entre outros), refletem sobre quest es de l ngua, literatura e cultura portuguesas. Assim como caro, com as suas asas de penas ligadas com cera, conseguiu, segundo o mito, elevar-se nos c us de Creta e libertar-se do labirinto do Minotauro, assim o autor pretendeu quando escreveu estes textos propor discuss o um conjunto de reflex es, penas elas e cera a linguagem com que s o tecidas, prevendo sempre com o risco de o Sol derreter a cera e as penas se soltarem.
S culo I da nossa era. Um jovem desce do seu povoado e vai trabalhar para uma vila perto de Br cara Augusta, a cidade que os Romanos constru am num outeiro. Na vila, o senhor lia C cero nos intervalos da sesta, a senhora passava horas ao espelho a disfar ar as rugas com unguentos fen cios, o filho ia para os lados do Catavo encontrar-se com a amada - uma nutrida ind gena que conhecia as artes de encantar bois -, e a filha dava passeios com o jovem br caro pelos limites da vila, os c es atr s a cheirar toca de coelho. Poderia um Br caro aprender latim, namorar a filha de um Romano e servir nas legi es do imperador sem esquecer a sua origem? Hist ria de amor, hist ria de desespero pontuada de condescendentes sorrisos s coisas que o c u cobre sob o impass vel olhar dos deuses.Nota: Esta nova edi o tem uma segunda parte.
"N o poder dizer, escrever o que sinto, para n o magoar os outros. Para n o me magoar. Como podem as palavras escritas ter mais arestas do que as pensadas? Posso recostar-me no sof e pensar o que muito bem entender, sobre o que quiser e sobre quem me der na gana. Mas n o posso escrev -lo. Nem sobre mim posso escrever o que quer que possa deixar transparecer o ntimo, a alma (que palavra mais parva, a alma)."
Memórias Quase Íntimas - II
José Leon Machado
Createspace Independent Publishing Platform
2012
pokkari
"E eu, que escrevo um di rio desde os doze anos? Para que me tem servido? Purgar medos e frustra es, desopilar raivas que, doutro modo, cairiam sobre os outros, ou simplesmente a necessidade de fixar momentos para n o esquecer, n o fosse a mem ria trai oeira. Publicar? N o era esse o meu objetivo quando, aos doze anos, comecei a relatar num caderno surrado de capa vermelha aquilo que fazia durante o dia, numa linguagem simples e com a sintaxe e a ortografia estropiadas. E agora, pensarei em publicar? N o que n o pense. O problema est em que isso n o passa de um desejo nada realista. Ningu m publica um di rio sem primeiro fazer uma carreira p blica. E a minha carreira p blica ir de casa garagem e da garagem escola."
Memórias Quase Íntimas - III
José Leon Machado
Createspace Independent Publishing Platform
2012
pokkari
"Come o a fartar-me de di rios. Escrever pressa algumas linhas numa esp cie de resumo do que aconteceu parece f cil e simples. O problema , no fim do ano - ou no in cio -, ler e corrigir o que foi escrito. Quantas tenta es de simplesmente rasgar Em geral, n o o fa o. Limito-me a cortar palavras, frases, par grafos; substituir uma express o por outra mais adequada e excluir linhas comprometedoras (da talvez o t tulo gen rico que escolhi: Mem rias Quase ntimas). Mas, no essencial, fica aquilo que eu rabisquei em determinado dia, em determinado momento. Ainda hei de procurar descobrir para que que isto serve."
Memórias Quase Íntimas - I
José Leon Machado
Createspace Independent Publishing Platform
2012
pokkari
Um balan o dos ltimos anos imp e-se: o que fiz, o que poderia ter feito, o que senti, os dios, as alegrias; os momentos comigo pr prio e com os outros, as embrulhadas da vida, os al vios; a luz, a noite, o sentido, o absurdo, as conquistas, a perda. Talvez me fique por estas linhas, o resumo destes anos a construir o que n o passa j de ru na.Aprendi na escola desde mi do a fazer sum rios: a , pela voz cantante da professora, se resumiam as mat rias tratadas nas aulas. Agora tamb m escrevo sum rios, n o s os da escola como docente, mas tamb m os sum rios da vida. E por eles que dou conta de que estou vivo e caio na realidade de que o tempo passa e atr s apenas deixa, como um rasto, a mem ria das coisas e dos homens.
O agonismo, sendo uma escrita p s-moderna, est para al m do p s-modernismo, no sentido de o ter ultrapassado. Num mundo onde todos os caminhos s o conhecidos e portanto redundantes como o dialelo escol stico, a linguagem agonista abre um que apenas existe virtualmente, maneira de um jogo inform tico em que o jogador vai, em sucessivas tentativas, abatendo monstros e abrindo caminho pelo desconhecido. Este desconhecido revela uma realidade em tr s dimens es que , no entanto, outra realidade, mais irregular, onde todos os ngulos se esbatem em curvas de texturas rugosas.
Os nossos poetas escabujam palavras, amontoam-nas, uma lixeira de detritos onde a variedade de colorido, de odores colossal. Para os compreender, um esfor o inaudito pedido sensibilidade e intelig ncia. A mescla de sensa es e pensamentos n o destoa num poema. O que destoa n o haver sensa o nenhuma e o pensamento estar ausente como a gua no deserto. Borram-se p ginas inteiras de linhas que n o significam absolutamente nada. Ou, ent o, s vezes um verso perdido no fundo da p gina branca.
A Sombra Sorridente - A Margem
José Leon Machado
Createspace Independent Publishing Platform
2012
pokkari
"Fora agente secreto de Salazar em Luanda. Todas as semanas enviava ao presidente do Conselho um extenso relat rio das atividades subversivas dos oficiais do Ex rcito Portugu s. Gra as a ele, conseguiram evitar-se conspira es de arrepiar. O seu lema: Destruir os inimigos da p tria. Uns dias ap s o 25 de Abril, essa revolu o vergonhosa para a na o, foi encarcerado e dado como louco por um m dico do MFA. Meteram-no em Rilhafoles for a como se isso fosse paga digna para um cidad o que dedicara toda a sua vida em defesa da terra onde nascera. Gra as fam lia, conseguira transfer ncia para o Telhal, onde era tratado com defer ncia devido sua posi o. Embora inativo, continuava afinal a ser inspector da DGS... E tinha a certeza de que, quando o senhor presidente do Conselho recuperasse da queda que sofrera, tudo voltaria normalidade e esses bandidos do MFA seriam exilados para o Tarrafal."A Sombra Sorridente"Ao lado do cemit rio, descia um caminho de terra em direc o ao rio. O Rocha encaminhou-se para a e a Sandra acompanhou-o. Ele n o levou muito a s rio ela ter-lhe metido a m o no bra o e o percurso foi ocupado com pequenos ditos in cuos. Em cinco minutos chegaram margem e sentaram-se num tufo de erva que crescia entre os carvalhos e a gua. Foi ent o que ele lhe pegou na m o, a puxou para si e a beijou. O beijo n o foi grande coisa. A rapariga, ou n o sabia beijar, ou nunca tinha beijado nenhum rapaz. Apertava os l bios com for a num chilreio pouco natural. O Rocha largou-a e p s-se a olhar o rio com o sol a dar-lhe de oriente em tons de prata."A Margem
"Ficou s , no meio do passeio. Em vez de atravessar para a margem do rio, naquele local coberta com armaz ns e barrac es, seguiu uma rua cercada de velhos edif cios e foi dar, algumas ruas mais tarde, ao Terreiro do Pa o. Esteve cerca de uma hora sentado no cais, ora a olhar a escurid o das guas, ora a estudar a configura o difusa da pra a. Desembocava ali a sua vida, ou aquilo que fora at ent o. Percebia que algo mais estaria para diante, semelhante ao voo de uma gaivota em tempo de chuva. Di fano o que pressentia e n o via nos contornos da luz porque ou cego ou excessivamente apegado ao real que escolhera como estado de ser. As arcadas trouxeram-lhe a d vida do tempo. Irrepet veis os instantes, inating vel o que foi, ou a circularidade de uma ilha, do mostrador de um rel gio? N o passavam os ponteiros pelos mesmos n meros doze em doze horas? Talvez o mundo n o fosse mais do que uma ilha no universo imenso de estrelas e pulsares."
Esta colect nea de contos infantis cont m seis hist rias: O sapo envergonhado, que d o t tulo obra; - O galo que desejava correr mundo; - A bruxa e o caldeir o; - A vendedora de cebolas; - A princesa feia; - e O pr ncipe do Reino Estranho. S o hist rias baseadas nas personagens dos contos tradicionais, onde fadas, bruxas, reis, pr ncipes, princesas e animais se encontram em mil e uma trapalhadas que fazem as del cias das crian as. A primeira come a assim: Era uma vez um sapo que vivia no seu charco feliz e despreocupado. Tinha o seu nen far particular, onde se postava a apanhar banhos de sol e a comer moscas que distraidamente violavam o seu espa o a reo. Uma vez por outra, partilhava o nen far com uma f mea do charco. Coaxava a tarde toda para ela e oferecia-lhe as moscas varejeiras mais suculentas que conseguia ca ar. A f mea ficava encantada e agradecia-lhe com um piscar de olhos e um coaxar lento e sedutor. Era uma bela vida. Mas um dia a paz terminou.
O padre da Gralheira aparece morto na cama em Dezembro de 1943. O sacrist o chama o regedor, autoridade policial da freguesia, que toma conta da ocorr ncia. Este procede a uma s rie de averigua es que v o faz -lo ponderar na hip tese de se tratar de um crime. Vem a saber que o cl rigo tinha como amante uma mulher casada. O marido, um rico propriet rio que frequentava ami de um bordel, poderia t -lo mandado matar por despeito.Tudo se complica, por m, quando o regedor descobre que o cl rigo era receptador do volfr mio roubado da mina explorada por uma companhia alem e suspeita que o crime, se o houve, n o fora cometido por quest es de honra, mas por dinheiro. Entretanto, luzes estranhas vistas durante a noite adensam um mist rio que vai sendo mal interpretado.Sobre a aldeia, retrato de um pa s atrasado e rude, paira a amea a da guerra. A ela se devia a periclitante situa o econ mica vivida pelos mais pobres, com o racionamento dos produtos essenciais, as requisi es obrigat rias das colheitas pelo Gr mio, a revolta das popula es e a repress o do governo.A ex-amante do padre, carioca transplantada para os nevoeiros da Gralheira, d um ar de gra a hist ria, vivendo amores, incentivando-os e protegendo-os. ela a verdadeira hero na, que contrap e o amor guerra e aos interesses mesquinhos dos homens. Este um romance de mist rio, onde afinal o nico mist rio, num confronto directo com a literatura da moda, n o haver mist rio nenhum.
"Jardim sem Muro" uma colect nea de dezanove contos. As personagens baseiam-se nalguns dos tipos da sociedade portuguesa actual, aparecendo vendedores de autom veis em segunda m o, comerciantes de tintas e vernizes, empreiteiros, serralheiros, canalizadores, carpinteiros, electricistas, professores do ensino secund rio, funcion rios das Finan as, estudantes de Psicologia, reformados, emigrantes, agentes de seguran a, viciados na Internet, coleccionadores de selos e moedas, especialistas em ci ncias ocultas, frequentadores de casas de alterne e respectivas funcion rias. Os pol ticos, por evidente falta de utilidade na sociedade, s o das poucas figuras com que o autor n o perdeu tempo nem gastou papel. Os contos, escritos num tom divertido, deixam transparecer o sorriso sarc stico de E a de Queir s e o piscar de olho malandro de David Lodge. Transcreve-se uma passagem: Os manuais de jardinagem explicavam que um jardim sem muro era mais propenso ao ataque das ervas daninhas. Com um muro alto, era mais dif cil as sementes disseminarem-se pela ac o do vento. Por outro lado, a sombra do muro impedia a prolifera o dessas ervas que, por serem end micas, preferiam o sol. Havia esp cies de plantas ornamentais que se davam bem sombra e os manuais aconselhavam o seu plantio. Nada disto, por m, era exacto. Apesar do muro, no jardim do sr. Lindolfo proliferavam os dentes-de-le o, as leitugas, as macelas e os beldros. Enquanto isso, as rosas, as pet nias e os amores-perfeitos, se n o fossem constantemente vigiados, estiolavam.O jardim humano, mesmo assim, era bem mais complexo. Os muros que a sociedade foi construindo para salvaguardar uma pretensa moral iam desabando. Nenhum herbicida, nenhuma monda seria capaz de expurgar os dentes-de-le o da sociedade. Simplesmente porque deixaram de ser considerados ervas daninhas. S o ervas entre outras, com a sua especificidade, as suas caracter sticas pr prias, fruto dos mil caprichos da natureza.
A Planta Carn vora a continua o do romance O Cavaleiro da Torre Inclinada do mesmo autor. Nesta segunda parte, Marco T lio Ferreira, professor universit rio, abandona a fam lia e vai viver sozinho. A ex-esposa reconhece que a separa o, baseada num adult rio de que n o tem provas, foi precipitada e procura convenc -lo a regressar a casa. Ele, no entanto, vai adiando a decis o. Al m da amiga brasileira Dulce Nara que aparece na primeira parte, envolve-se com uma jovem austr aca especialista em plantas carn voras, uma professora de Hist ria Medieval que gosta de heavy metal, duas novaiorquinas que praticam o swing e uma freira com d vidas. A obra mais uma hilariante cole o de cenas da vida acad mica.
O Construtor de Cidades descreve em primeira pessoa o quotidiano de um professor de Biologia a trabalhar numa escola p blica. As dificuldades, as desilus es e a desmotiva o que adv m da sua rela o com os alunos e com os colegas, t o ou mais desmotivados do que ele pr prio, as altera es constantes legisla o educativa e aos programas de ensino que sucessivos governos v o impondo a um ritmo imposs vel de assimilar e de p r em pr tica com sucesso, levam-no a um estado de prostra o e de des nimo. esse estado que permitir personagem refletir no seu papel numa sociedade em crise que se desmorona diante dos seus olhos. O nico ref gio poss vel o passado, tempo m tico de amores, de ilus es e de felicidade.
Embora Deus tenha feito o homem e a mulher como complemento um do outro e para viver em harmonia, a vida tem demonstrado que, ou por erro de conce o, ou por defeito de fabrico, a maior parte das vezes a rela o entre um e outro se apresenta problem tica, parecendo esse facto resultar de uma diverg ncia de feitios a que um mec nico chamaria deforma o de encaixes ou um t cnico inform tico incompatibilidade de vers es. Este livro apresenta um conjunto de hist rias de homens e mulheres com os seus conflitos que, sendo embora antigos, s o, gra as emancipa o e amoraliza o progressiva da sociedade, os conflitos que caracterizam grande parte das rela es atuais.
O Cavaleiro da Torre Inclinada
José Leon Machado
Createspace Independent Publishing Platform
2012
nidottu
O Cavaleiro da Torre Inclinada, com o subt tulo de "Cenas da Vida Acad mica", conta as aventuras de um professor a trabalhar numa hipot tica universidade portuguesa. Os acad micos s o, como ele pr prio refere, os novos cavaleiros da era moderna. Assim como os cavaleiros da Idade M dia, paladinos da virtude, andavam de terra em terra castigando pelo fio da espada os vil es e os arrogantes, assim n s, paladinos da ci ncia, andamos de congresso em congresso divulgando o conhecimento e denunciando os charlat es, diz ele a um dos seus colegas. O professor, especialista na hist ria do adult rio, vai implementando na sua vida de novo cavaleiro andante os conhecimentos adquiridos. O relacionamento que mant m com colegas espanholas, belgas e brasileiras leva, de uma forma prof cua e salutar, ao interc mbio do saber e ao avan o da ci ncia. Escrito num tom divertido, mas bastante realista, O Cavaleiro da Torre Inclinada um romance que retrata a universidade portuguesa, ou pelo menos uma parte dela, e denuncia a praxis de tradi o medieval e inquisitorial que faz dela uma das mais retr gradas da Europa.
Quero Cortejar o Sol: Diário de um seminarista nos anos 80
José Leon Machado
Createspace Independent Publishing Platform
2012
nidottu
"Quero Cortejar o Sol" o di rio de um jovem que frequentou o Semin rio entre 1981 e 1986. Al m de ser um testemunho pessoal e ntimo da sua pr pria vida, tamb m um retrato da poca, do ponto de vista social, cultural, religioso e pol tico. Nele perpassam, al m do dia a dia do autor como estudante de Teologia, a sociedade portuguesa e muitas das personalidades p blicas que a marcaram. A obra apresenta-se como um percurso eclesial, que inicialmente entusiasma o autor, e que paulatinamente vai descambando numa grande desilus o que termina com a sua sa da do Semin rio. Como ele pr prio diz na introdu o, a determinada altura do percurso o jovem seminarista acordou para as realidades nem sempre celestiais, nem sempre de amor e caridade que lia e ouvia tantas vezes e via t o pouco na Igreja que se dizia seguidora de Cristo. Atravessou-o um grande pessimismo. O Semin rio, a Igreja, n o eram bem aquilo em que ele tinha acreditado, um lugar de conc rdia, um para so de paz e harmonia. As intrigas, as invejas e as brutalidades entre colegas, o mau exemplo dos padres, o ego smo de cada um decepcionaram-no.
As vidas s o como rios que nascem na montanha, percorrem o espa o e o tempo entre duas margens e terminam no grande mar que tudo dissolve em gua salgada. Cada personagem deste livro traz em si um rio. As guas do seu caudal transportam o amor irrecuper vel da adolesc ncia, a recorda o do para so perdido, a loucura, a solid o e o abandono, a doen a e a morte, o dio e a vingan a, a viol ncia, a mentira, a alegria, o perd o e a bondade. Gente simples, s o rios de pouca gua, em vias de extin o como todos os rios do mundo. Quando o olhar se perde na folhagem dos salgueiros de uma margem, poder entrever um corpo nu de mulher salpicado de raios de sol.