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Kirjailija

Manoel Escaleira

Kirjat ja teokset yhdessä paikassa: 13 kirjaa, julkaisuja vuosilta 2018-2019, suosituimpien joukossa Anamnese: Narrativas improváveis. Vertaile teosten hintoja ja tarkista saatavuus suomalaisista kirjakaupoista.

13 kirjaa

Kirjojen julkaisuhaarukka 2018-2019.

Memória

Memória

Manoel Escaleira

Independently Published
2019
nidottu
Neste livro, MEM RIA, pretendi resumir a minha vida. Nasci num lugar isolado, a tr s quil metro da aldeia mais pr xima, numa casa de ch o t rreo, menos a cozinha que tinha um soalho de madeira, muito irregular. Na cozinha ardia a lareira e o fumo fazia arder os olhos e ent o, mesmo quando nos r amos, t nhamos l grimas nos olhos. Em Be a frequentei a escola prim ria e desse tempo recordo a Da. Ant nia, professora que me ensinou na terceira e na quarta classe. Pretendi, ao record -la, prestar-lhe uma homenagem simples mas sentida.Aos onze anos entrei no semin rio de Cristo Rei, em Vila Nova de Gaia. Saiu-me, com isso, a sorte grande. Nos Redentoristas passei treze anos da minha vida. Foi l que a minha personalidade se formou. Dos seis anos passados em Vila Nova de Gaia guardo um sem n mero de recorda es. Procurei regist -las com alguma gra a, alguma ironia, mas com muito reconhecimento. De Gaia parti para Espanha para prosseguir os estudos. Fiz o noviciado em Nava-del-Rei, uma cidadezinha de tr s mil habitantes, completamente rural e de l parti para Valladolid, para o Colegio San Alfonso, onde queimei as pestanas durante cinco anos, tr s dedicados Filosofia e dois Teologia. No fim do segundo ano de Teologia decidi, de acordo com o que de mim pensavam os meus diretores, interromper o curso a fim de amadurecer a minha decis o. Passei por Santiago de Compostela onde frequentei um curso de M sica e, de l , parti para o semin rio de Cristo Rei onde iria ser professor. Dei aulas de Grego, de M sica, de Franc s e de Qu mica. Escusado ser dizer que de Qu mica n o sabia praticamente nada, tinha que estudar antes de dar cada aula. Em Abril desse ano decidi sair, abandonar a vida a que me tinha dedicado por tantos anos.De Abril a Outubro andei pela minha terra, espera de ir para a tropa. Fui inspe o a Vila Real e, dado como apto para todo o servi o, dei entrada em Mafra no dia 10 de outubro de 1967. De Mafra fui para Vendas Novas fazer a especialidade. Finda a especialidade, fui colocado em Espinho, no Gaca 3. Nunca, por m, l pus os p s. Fui requisitado pela Escola Pr tica de Artilharia de Vendas Novas como instrutor de A o Psicol gica. Foi assim que passei tr s anos completos em Vendas Novas. Como a passagem disponibilidade me aconteceria em Dezembro de 1970, aceitei, devidamente autorizado pelo comando da Escola Pr tica, um hor rio como professor no Col gio Salesiano em Vendas Novas. Findo o ano letivo de 1970/71 mudei-me para o Porto. Abriu-se-me a porta do Externato Portugal Masculino e a do Col gio de Ermesinde. Candidatei-me ao Curso de Hist ria da Faculdade de Letras da Universidade do Porto em maio de 1972 e em outubro de 1974 tinha feito praticamente todas as cadeiras do curso. E agora, daqui para a frente, a parar aqui e ali, no que de mais interesse me passou pela vida, pela vida profissional, que, da outra, ningu m tem que saber.
Teatro: Duas obras

Teatro: Duas obras

Manoel Escaleira

Independently Published
2019
nidottu
Uma das atividades que mais e melhor se desenvolveram no Col gio de Ermesinde foi o Teatro, fruto do gosto e da carolice do sr. Pe. Avelino. Com um jeito not vel para transformar alunos de aproveitamento por vezes cr tico em atores espantosos, levou cena obras de teatro not veis, como o Auto da Barca do Inferno, Morte e Vida Severina de Jo o Cabral de Melo Neto com m sica de Chico Buarque, obras de Maria Clara Machado e outras. Foi por o teatro ter tal xito no Col gio de Ermesinde que, em 1981, aproveitei as f rias grandes para escrever Tarde, Noite e Alvorada - celebra o da Inf ncia, obra em que, um pouco autobiograficamente, punha em cena dois rapazitos e uma rapariga, tr s irm os que, com um rio como centro do espa o de brincadeiras, punham em polvorosa a velha moleira, a ti Laja, criava atmosferas po ticas, sonhos, pesadelos, enfim, um pouco da vida de crian as num espa o isolado do mundo. Entreguei o texto ao Pe. Avelino. Ele leu o texto, escrito conforme a pron ncia popular, pensou no assunto, escolheu a equipa que seria o elenco de atores, ensaiou e, no fim do ano letivo de 82, levou cena a pe a que eu tinha escrito. O Pe. Avelino adaptou algumas passagens e t o bem o fez que aquilo foi mesmo um sucesso.(...)E ficou toda a gente espera de que o autor de Tarde, Noite e Alvorada criasse mais teatro para o Col gio de Ermesinde. O Sr. Pe. Pinho, que era quem tinha fun es mais elevadas na hierarquia do Col gio, louvou a colabora o espl ndida de que resultara o interessante espet culo. Pois , mas o certo que, por isto ou por aquilo, n o houve mais teatro que eu tivesse escrito. Adaptei A Fada Oriana de Sophia de Mello Breyner Andresen que tamb m foi levado cena com um xito extraordin rio, assim como adaptei, mas no Externato Cam es, Hist ria duma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar, que foi levado cena com sucesso, por m, numa das piores pocas por que passou o Externato em termos de apoio ou falta dele. Escrevi, j bastante mais tarde, uma pe a de teatro em que cumpria a promessa de desenvolver o poema de Manuel Bandeira, Virgem Maria, de t o gratas recorda es para mim. Entreguei igualmente o texto ao Pe. Avelino, disse-me que leu o texto mas n o conseguiu encontrar na cabe a dele nada que lhe parecesse que pudesse bater certo em cena. E, realmente, A Vozinha da Virgem Maria est agora como estava quando acabei de a escrever. O teatro, no Col gio de Ermesinde, identificava-se com o sr. Pe. Avelino, n o se fez nada de teatro que n o fosse obra do Pe. Avelino. Mas a idade vai pesando e o excesso de trabalho tamb m. A encena o de Tarde, Noite e Alvorada foi um dos momentos mais altos da minha carreira de professor no Col gio de Ermesinde.
Poesia III: Décima Sinfonia

Poesia III: Décima Sinfonia

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
nidottu
A D cima Sinfonia tem hist ria. E j se escreveu bastante sobre o assunto. Desde Beethoven, n o poucos compositores tentaram compor a d cima sinfonia, alguns deles chegaram mesmo a ter receio de encarar a hip tese, pensavam que morreriam antes de a completarem. Diz-se que Mahler deu o t tulo de Can o da Terra quilo que seria mesmo a sua d cima sinfonia. Enfim, parece que, ao que me consta, s Shostakovich ultrapassou, sem nenhum percal o pelo meio, o n mero nove de sinfonias.Na minha humilde maneira de me ver neste mundo, decidi compor, eu, poeticamente, a minha D cima Sinfonia. Compu-la. E terminei-a. Considerei-a como uma esp cie de testamento. Nela verti o meu modo de estar no mundo, os meus valores, os meus desejos veementes de paz entre os povos, o meu horror por todo o tipo de guerras que tornam a vida de tantos e tantos seres humanos um aut ntico inferno. O ltimo andamento narra, poeticamente, uma viagem, de Cec lia e de Ad nis, em dire o ao fant stico recinto onde ser estreada a D cima Sinfonia. uma verdadeira casa da m sica, constru da sobre o mar, com um c u estrelado a servir-lhe de c pula. A orquestra entra, os m sicos ocupam os devidos lugares, surge ent o o maestro, um homem j bastante velho, cabelos brancos em algum desalinho, que vai dirigir a estreia da D cima Sinfonia. Ad nis, o autor, estar presente, acompanhado de Cec lia. Finda a interpreta o, os instrumentos v o-se retirando, at ficar, s , um obo que toca uma melodia de Joly Braga Santos. A melodia repetida uma e outra vez, o int rprete do obo coloca o instrumento sobre a estante da partitura e retira-se. Mas a melodia continua a ouvir-se. Escurece lentamente at de todo. Olhando para cima, v -se um c u estrelado imenso. E o fim. O fim inesperado, talvez o fim desejado. A partir da D cima Sinfonia n o haver mais palavras, nem mais m sica. Morrer ser assim, uma esp cie de som saudoso a apagar-se, de luz a apagar-se at ficar s o cintilar das estrelas no universo a evoluir, mas muito mais lentamente, para o seu pr prio fim.
Poesia II

Poesia II

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
nidottu
POESIA II re ne 5 conjuntos (livros) de poemas. poemas im-precisos, dentro do sil ncio, oca-cidade i-melodias, animus et anima, esparsos. Foram escritos entre 1983 e 1990. S o fruto de uma poca bastante conturbada, bastante depressiva. H , no entanto, alguns dos mais perfeitos que terei escrito. De alguns, pessoas amigas, depois de os lerem, disseram-mos de cor. Deixou-me isso bastante comovido, era um sinal evidente do agrado que tinham sentido quando os leram. A esses leitores primeiros devo muito do interesse que nutri pelo que ia escrevendo. Em esparsos reuni poemas que ofereci a pessoas especialmente amigas em datas igualmente especiais, assim como poemas que oferecia aos meus alunos do 9 ano quando se despediam do Col gio que tinham frequentado, n o poucas vezes desde a pr -prim ria. Alunas houve que me entregaram poemas que tinham escrito para que eu lhes desse a minha opini o. Normalmente, sentava-me ao computador e batia teclas at lhes ter transmitido o que pensava a respeito do que me tinham dado a ler. Na resposta, dava-lhes alguns poemas que eu pr prio tinha escrito. Entre os poemas que lhes entregava, havia um que dizia assim: o amor uma coisa inventada para se ser infelize correr cada dia como um p ssaro piana dire o errada. Dava-lhes assim a entender a complexidade do amor tal como eu o entendia naquele tempo.A poesia foi, para mim, uma ntima maneira de comunicar com pessoas por quem sentia muita amizade e muito respeito.
Poesia I

Poesia I

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
nidottu
POESIA I re ne poemas do autor desde 1968 a 1982. Cont m cinco livros ou conjuntos de poemas: incid ncias (44 poemas), poemas de um corpo vazio (34 poemas), fossiliza es (45 poemas), poemas de obl qua mente (52 poemas), fisiogramas - evoca o da Laura (11poemas). Este ltimo conjunto, evoca o da Laura, foi composto ap s a morte da Laura, aos vinte e sete anos de idade, v tima de cancro sseo. Era casada e tinha dois filhos g meos com quase dois aninhos. O acontecimento impressionou vivamente o poeta. Os poemas foram oferecidos irm da Laura, a Rosa Maria Martins que, a esse tempo era colega de profiss o do poeta no Col gio de Ermesinde. No poema que aqui se deixa, e em que o emissor po tico a pr pria Laura imaginada pelo poeta a diz -lo, canta-se o modo de enfrentar a morte e de recordar, j , a vida. na foz do tempo termino a iratermino a linha insurreta e duraenfrento a curva cerrada e rubranum rasgo puro de adolesc nciarepito a tira flexivelmentereleio a lenda de olhos meigosna sesta verde rebebo ou sorvo bria do ura de sonol nciapaisagem plena de seara ap s
Anamnese: Narrativas improváveis

Anamnese: Narrativas improváveis

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
nidottu
Narrativas improv veis. Das mais antigas que escrevi. Personagens sa das um pouco duma imagina o que pretendia ser diferente. Reuni-as sob o t tulo de Anamnese, tentativa de trazer ao presente um passado mais ou menos marcante. Ou, platonicamente, como se fosse poss vel trazer ao presente, acontecimentos passados, j que, sendo a alma imortal, pode superar as meras carater sticas do corpo de que prisioneira.O Elogio de Joitomena, A Cana 1, 2, 3, Tr ptico: O Amor Foi No Rio, A Eterna Vertigem, A Mulher Cujo Filho Morreu H Dias, Biblioteca, 1, 2, 3 e Anamnese Mito e Rito.Todas estas narrativas s o in ditas, exce o de A Eterna Vertigem, publicada pelo Di rio Popular em 28-05-1970 e que e a minha filha Cl udia investigou e de que conseguiu uma c pia que me ofereceu, emoldurada, num encontro familiar mais ou menos festivo.
Aventuras Do Menino DOS Caracóis: uma história quase real

Aventuras Do Menino DOS Caracóis: uma história quase real

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
nidottu
Predestinado, ainda na barriga da m eNascido no solst cio de ver oA escolha aprimorada do nomeNo jardim-escolaA grande viagem do UlissinhoA explora o do quintal rio: a urze giganteA giraestrelaA enorm ssimo mata espessa de buganv liasUm bicho voador a que chamou heliv oNo reino das rvores arranha-c usO reino maravilhoso das trepadeiras e a formiga conventualNo mundo m gico dos fetos e o aranhi o desconforme beira dos lagos sobrenaturais e o mosquito Beltr oO magn fico bosque dos hibiscosA aboboreira giganteA comprida e esverdengada lagarta procura do fim da aboboreiraO Nada e o SerA senhora lagarta e a explica o das estranhas formas de vidaO ouri o cacheiro, bicho s bio e fluente pensadorO muro do fim do mundo e as dificuldades do regressoO assombroso Reino das AvencasO bicho bruto e sujo, grandalh o e guloso, o salamandr oA cam lia prodigiosamente floridaA exibi o do p ssaro coloridoO gato portentoso, enorm ssimo, bufadorOs rododendros magros, famintos e o gafanhoto mirradoA rvore de natal quase mortaA apari o do menino-anjo coloridoA linda menina-borboletaA ajuda dos carac is no regresso a casaA chegada a casaAp ndice: o Gigante que fabricava o escuro
Re-Cantos de Viv'alma

Re-Cantos de Viv'alma

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
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Re-cantos de viv'alma uma obra eminentemente po tica. O poeta evoca n dia, a mulher que amou na noite de arraial da sua cidade em festa. Falara-lhe ela de Mozart. Com vis vel entusiasmo. Com verdadeira emo o. Eram tempos de guerra, a cidade de n dia lutava contra a cidade do poeta. Depois dessa festa, e em que, milagrosamente, puderam conviver e amar-se, despedem-se para regressarem guerra. Mais tarde, o poeta recebe uma confid ncia de n dia. Conta-lhe ela como, como enfermeira ao servi o da sua cidade, amou intensamente, na cama do hospital, um ferido de guerra, e como ele, no cl max desse momento de amor, exalou a vida e continuou ela a sentir o latejar do corpo dele dentro do dela. E diz n dia ao poeta, a quem trata por meu amor, que est espera de um filho, resultado desse instante nico de amor. Despede-se do poeta e diz-lhe que vai embora, criar aquele filho longe das cidades em guerra.Apanha ent o um avi o. E, quando a nave j est a perder-se de vista, um s bito clar o, ...acendia-se no c u uma flor imensa, a mais deslumbrante e comovente paisagem colorida. Uma explos o e n dia ejetada para paragens infinitamente distantes? Ou a luz espl ndida do nascimento do filho de n dia? Ou a paz definitivamente atingida? Ou o encontro definitivo de n dia com Mozart, o primeiro amor de n dia? Porque o Mozart de quem falava n o era o Amadeus Mozart da m sica at s l grimas que o poeta conhecia. Nesta incerteza fica o poeta, enquanto rel as ltimas palavras de n dia em que ela lhe diz faz-me fazer parte das tuas mitologias, para definitivamente se silenciar, Oh, meu amor, meu amor da guerra, meu amor da guerra e da noite mansamente iluminada A evoca o destes tempos, dos di logos havidos, das misteriosas palavras de n dia, tudo vem superf cie, mem ria, e revivido intensamente pelo poeta em momentos intercalados na hist ria e na tentativa de compreender a enigm tica personalidade de n dia.
Adagietto: Para Vozes E Percussão

Adagietto: Para Vozes E Percussão

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
nidottu
Renata e Eug nio foram alunos de Irene e de Leonardo. Renata tem um ficheiro no computador, o eug nio. Recebe uma mensagem enigm tica sobre um erro fatal em Eug nio. Ela n o sabe de que Eug nio se trata, se de Eug nio, o rapaz por quem sente uma irresist vel atra o, ou se de eug nio, o ficheiro em que ela guarda a sua vida secretamente. Eug nio namora com Eduarda e parece feliz com ela. Irene, depois de uma vida de casada, divorcia-se e tenta encontrar com quem refazer a vida. Vai confidenciando tudo com Leonardo, um colega bastante mais velho na Escola do Arco Velho onde ambos lecionam. Os pais de Renata sa ram de f rias com destino desconhecido. Por isso ela entret m o tempo a girar o globo a ver se descobre por onde andar o. Faz uma aprecia o de todas as regi es do mundo, para especialmente onde a guerra impera, a B snia, o Kosovo, Timor, Angola... e sente-se a viver num mundo onde a paz exce o. Irene declara o seu amor a Leonardo que, apesar das limita es a que est sujeito, lhe corresponde inteiramente. Escolhem, da 5a sinfonia de Mahler, o Adagietto como o hino ao amor. Da em diante, os dias de Irene e Leonardo s o dias de amor intenso, total. Entretanto, Eug nio aparece inconsciente no carro, conduzem-no ao hospital e -lhe diagnosticado um coma de causa desconhecida. Permanece no hospital longos dias e acaba por despertar e recuperar a normalidade. Revela no entanto uma total amn sia em rela o a Eduarda e deixa-se encantar por Renata. Eduarda morta pelo Cd-rom, um rapag o musculado, violento, imprevis vel, que, depois de a agredir verbal e fisicamente, lhe passa com o jipe por cima. Antes de ser morta, por m, ela desvenda a Renata o que verdadeiramente sucedeu ao Eug nio, v tima duma cilada do Cd-rom e dela pr pria, Eduarda. Quando desvenda estas coisas a Renata, Eduarda queixa-se do Cd-rom, de quem n o se consegue libertar. Na Escola do Arco Velho as coisas complicam-se. Leontina adquiriu uma cota e com a cota apoderou-se praticamente do poder na Escola. O dr. Portugal procura fazer-lhe frente. Leontina interfere em tudo e entra em conflito aberto com Leonardo. Leontina vingativa. Num dia em que Renata e Eug nio decidem celebrar com os amigos professores Irene e Leonardo, a decis o que tomaram, de se casarem, n o j , mas logo que terminem o curso, almo am os quatro beira do rio. Ap s o almo o, avistam o barqueiro, j conhecido, que convida Irene e Leonardo a atravessarem o rio para, na outra margem, apreciarem o espl ndido sossego da id lica paisagem. Irene e Leonardo aceitam a sugest o e, depois de pedirem desculpa aos amigos, partem os dois de barco para a outra margem. O tempo arrefece, passa da hora em que Irene e Leonardo deveriam estar de regresso, Renata e Eug nio esperam, esperam, pensam mesmo ir indo para casa num t xi quando, ao longe avistam um barco, percebem que o mesmo em que Irene e Leonardo partiram, deixam que se aproxime um pouco mais e descobrem, para grande espanto deles, que s Leonardo vem no barco. Deixam que mais se aproxime e descobrem que Leonardo vem ensanguentado, visivelmente ferido. Leonardo escreve sobre a morte de Irene. Irene foi morta com ele sem sentidos. Um bando armado com toda a esp cie de armas agressivas apareceu repentinamente, uma bastonada atingiu Leonardo na cabe a e deixou-o prostrado, inconsciente. Quando recupera os sentidos, abra ado a Irene, constata, dolorosamente, que Irene est morta. Leonardo retira-se para lugar incerto e escreve Irene, escreve exaustivamente. Renata e Eug nio re nem os amigos, antigos alunos de Irene e de Leonardo, e celebram, quase liturgicamente, o amor que entre eles havia.
Machina Mundi: romance em itálico

Machina Mundi: romance em itálico

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
nidottu
Descri oManuel Cafuas, funcion rio p blico pouco dotado, com baixa autoestima, sente um desejo inexplic vel de ser escritor. Um dos sonhos que teve prende-lhe a aten o: ia ele numa viagem de camioneta quando um tipo desatou aos tiros dentro da camioneta, a camioneta despenha-se por uma ribanceira e Cafuas v -se, logo ap s, com uma pistola na m o, a arma do crime. Esse sonho o resultado de um enorme sentimento de culpa que n o sabe bem de qu . Recorda como foi chamado para o servi o militar em tempos da guerra colonial, como conheceu, na terra onde lhe tocou prestar servi o, Eul lia, como se apaixonaram ardentemente, passaram a ter encontros secretos e como Eul lia, apareceu inesperadamente gr vida. J a gravidez ia adiantada quando recebeu ordens de mobiliza o para a Guin . A despedida foi dolorosa, fez uma viagem amarga em dire o a esse cen rio de guerra. Lembra-se da ltima carta que escreveu a Eul lia e qual j n o teve resposta. Soube, atrav s dos servi os de informa o do ex rcito que Eul lia tinha morrido ao dar luz. Os av s da crian a n o lhe prestaram qualquer informa o nem lhe deram qualquer not cia do filho. Acabrunhado por estes acontecimentos, andava como que perdido. Foi ent o que, na passagem de ano, na festa organizada pelo aquartelamento, estava ele completamente ensimesmado a deixar ir a mente por todos estes eventos desagrad veis, se abeirou dele uma jovem de nome Benedita, filha duns comerciantes portugueses da metr pole, que lhe foi, pouco a pouco, desviando o pensamento daquilo que o magoava e entristecia e o fez regressar vida. Namoraram, confidenciaram cada qual a sua vida, por m, nunca o Manuel Cafuas foi capaz de lhe revelar a exist ncia daquele filho. Casaram-se em Portugal, exig ncia de Benedita. Quando nasceu o Augusto, o mais novo, j o relacionamento do Cafuas com a Bendita se foi deteriorando at n o haver mais nada entre eles. Conheceu ent o, num passeio organizado pelos servi os, Maria Viterba que, em breve tempo, se tornou sua amante. Mas a sua imagina o estava ferida e, ao escrever o que foi a sua vida e a da fam lia, sente que uma qualquer for a o leva a dar aos filhos uma vida em progressiva degenera o. Excetua-se a Rosa, a filha mais velha, casada e com duas crian as que o tratam por Bunelo. Supersticioso como o diabo, agarra-se ele a um amuleto que o Bentes, uma esp cie de feiticeiro l da terra, lhe vende. E come am ent o as coisas a correr mal e cada vez pior. Primeiro a Virg nia que desaparece e raras vezes d sinal, quase ao mesmo tempo a Goreti atacada por uma agorafobia, depois o Gilberto que, de repente, se quer casar e sair dali para fora, finalmente o Augusto que, do p para a m o, desiste do curso de direito e vai viver coma namorada. Entretanto j a Goreti fora internada, durante o tempo em que o Cafuas tinha ido, convocado pelo hospital, a dar destino ao corpo da Virg nia. A a o precipita-se. Primeiro aparece-lhe em casa o homem da pistola, que se identifica. E, a prop sito de a Goreti se encontrar internada num hospital psiqui trico, o Cafuas aproveita e vai tendo umas conversas com o m dico que a assiste, lhe explica o problema da filha e vai tentando explicar-lhe tamb m o dele, Manuel Cafuas. Talvez o amuleto resolva o problema da Goreti, pensa ele, e ela feche os olhos de vez. Entala ent o o amuleto debaixo do candeeiro da mesa de noite e sai do hospital em dire o a casa. Batem-lhe porta dois pol cias para procederem a uma buscazinha. Os pol cias descobrem que a casa tem um s t o e pedem-lhe um escadote com que possam aceder a ele. Com um detetor de metais, descobrem a arma da crime. Deixa ent o os pol cias no s t o, mete-se no carro, passa pela loja da Benedita e fogem os dois para a Guin , de regresso ao in cio de tudo. E decidem recome ar a hist ria. Pede ent o Manuel Cafuas aos leitores que sejam eles a cont -la, e que lhe preservem a Rosa, a f
A Barragem

A Barragem

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
nidottu
DESCRI OO narrador, num momento de maior ang stia, assolado pelos problemas da vida, pega numa folha branca, mete-a na m quina e sente a irresist vel necessidade de a ir enchendo de uma hist ria ainda por nascer. Lembra-se da sua inf ncia, da paisagem da serra, do rio da sua terra e de como, inesperadamente, um dia, por meados da d cada de cinquenta, apareceram por l uns homens que semearam a ideia da barragem, que submergiria todas as terras e a pr pria casa onde vivia uma fam lia, a dele. A partir desse dia nunca mais a vida voltou a ser a mesma. A alma das gentes dessa terra, at ent o completamente esquecida, ir-se- impregnando da ideia da barragem, uns a desejarem-na, outros a temerem-na. Com esta mat ria a desenvolver numa hist ria densa de significados, transforma-se o narrador em Nicodemos Campos, um professor de cinquenta e seis anos que vive no Porto, casado com Am lia e tem uma filha de nome Mar lia. Decide Nicodemos Campos, nas f rias, viajar, sozinho, passados vinte anos, para a terra onde nasceu e onde, numa pousada beira do grande lago da barragem, inventar e escrever a hist ria da fam lia que lhe deu a exist ncia. Na pousada encontra um velho atarracado, o Abr o, com quem vai conversando ou imaginando que, a fim de reconstituir todos os pormenores da vida daquelas gentes. Um cord o umbilical liga-o m quina de escrever, interceta-se, por m, com mat rias das mais diversas.Sentado m quina de escrever, vai mergulhando nas guas do grande lago e, mais acima, mais abaixo, vai revivendo tudo. Passa pela morte do Nando, um irm o de promessas, pelo seu pr prio nascimento quando o Vale ocupado por primeira vez pelo Jo o Serrador com a mulher e os filhos, assiste aos trabalhos do Jo o Serrador, primeiro com um burro, depois com umas touras, depois com um trator, e assiste, sobretudo morte da m e, da Ana do Serrador, quando se encontrava sozinha em casa, envolta em denso mist rio. Revive momentos dif ceis da partida do Quim, o irm o mais velho, para terras do Canad , desiludido com o decorrer das coisas por c , e a barragem de grilo, depois a despedida do Nando, a partida da Filomena, a irm que vai atr s do irm o para o Canad , e revive aqueles dias em que, ap s a morte da m e, tem de se ir embora e deixar o pai sozinho no Vale, amparado pelo Domingos e pela Cristina, o casal de vizinhos mais pr ximo. Revive o enterro do Nando, num dia de tempestade inclemente, que impede toda a gente de estar presente no funeral. Oprimido por toda a ang stia resultante desta mem ria, decide ir com o Abr o ao dique e, l , encontra um busto do Jo o Serrador e parece-lhe ouvir as palavras L'Atl ntida era ac ... e, quando acorda do sonho dessa contempla o, n o v o Abr o, grita por ele, atravessa o dique a correr, debru a-se para o abismo, o Abr o despenhou-se nesse abismo, n o resistiu a um ataque de desespero.De novo no quarto da pousada, s , completamente s , atende o telefone que toca exasperado, e ouve a voz aflita de Am lia, Mar lia, atropelada. Mete-se no carro, acelera a todo o g s e medida que se afasta do grande lago e da barragem, a gua vai-se sumindo, tudo regressa a antes de ela ter sido, e Nicodemos Campos reduzido ao sil ncio, t o s um ser de imagina o, para de novo a voz do narrador inicial e as palavras com que se iniciou a narra o. E conclui que daqui para a frente ou ser tudo mais ou menos como foi at aqui.
Pequeno Formato: histórias infantojuvenis

Pequeno Formato: histórias infantojuvenis

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
nidottu
Pequeno Formato um livrinho que quis ir escrevendo. Como as Hist rias da Cova da M o, aquelas que Yasunary Kawabata, Pr mio Nobel Japon s, escreveu e viu galardoadas. S li tr s dessas hist rias, publicadas num Suplemento Liter rio de um Vespertino Lisboeta, o Di rio de Lisboa, creio, e traduzidas do Franc s. Mas achei-as uma del cia. Tanto que, entre as coisas que desejei fazer na vida, uma delas tem sido essa: escrever hist rias de algum modo condensadas, a arte de dizer em pouco tempo e por poucas palavras, que o resto est nas entrelinhas. N o sei se o consegui. E ent o, Pequeno Formato, hist rias que caibam quase numa p gina A-4, ainda que em letra apertada, que se leiam depressa, que deixem uma agrad vel sensa o na alma. E come a-se sempre de alguma maneira e por algum motivo. Porque comecei a escrev -las? Encontra-se a raz o em nota de rodap da hist ria das duas RVORES. Outras hist rias, um pouco mais longas, mas destinadas ao mesmo p blico leitor, tinham j sido escritas ou surgiram um pouco mais tarde. Decidi, agora, reuni-las neste volume.
O Livro Necessário: Contos

O Livro Necessário: Contos

Manoel Escaleira

Independently Published
2018
nidottu
Nasci num lugar remoto da freguesia de Be a, no concelho de Boticas. Por l cresci, frequentei a escola prim ria e assisti vida, pobre e laboriosa, daquelas gentes. E sempre tive na ideia escrever alguma coisa em que evocasse e, de algum modo, celebrasse aquelas pessoas que me habituei a ver, nalguns casos a admirar, noutros a compadecer. Tornou-se para mim uma obriga o, algo que me impus e, quando iniciei a escrita destes contos, o t tulo que me pareceu adequado foi precisamente este sob o qual o apresento. mesmo o livro necess rio, da minha mem ria e do meu modo de sentir as paisagens e as gentes que me viram nascer e crescer. Crescer at ao onze anos, idade com que abandonei os meus pais, os meus irm os, os meus amigos de inf ncia... Abandonei tudo e dei entrada no semin rio de Cristo Rei, em Vila Nova de Gaia, dos padres redentoristas. Despedi-me da minha fam lia para s regressar ap s um ano, nas f rias do ver o. Mais tarde seis anos, nova despedida, muito mais dolorosa, quando fui estudar para Espanha, o que perfaria oito anos sem uma nica visita a casa. Recordo perfeitamente essa despedida e como os olhos se me viravam para tr s por me parecer que poderia ser a ltima vez que via o rosto da minha m e, do meu pai, do meu irm o, das minhas duas irm s... Depois, as coisas mudaram, veio o Vaticano II, trouxe uma antes desconhecida abertura, e isso fez com que, volvidos tr s anos, estivesse de regresso para umas f rias no ver o, e isso repetir-se-ia nos anos seguintes. Ao longo da minha de professor, que nisso me tornei depois de cumprido o servi o militar, fui doseando o trabalho profissional com a atividade da escrita, poesia, teatro, contos, romance, mem ria. O Livro Necess rio da d cada de noventa do s culo passado. Nele revivi figuras impressionantes. Impressionantes pela mis ria, por alguma aventura, por serem quase lendas... e surgiram as vinte e duas narrativas que agora torno p blicas, e com muito gosto o fa o.